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A primeira coisa que o pesquisador de compaixão, Shauna Shapiro, PhD, ouve sobre auto-compaixão é muitas vezes hesitação: que não funcionará, que nos tornará complacentes, macios ou fracos, que, se não nos batermos, somos ‘ Perderei toda e qualquer motivação para mudar as coisas que gostaríamos.

Mas o que a ciência nos mostra, diz Shapiro, é exatamente o oposto: a autocompaixão nos fornece a melhor mentalidade possível para o crescimento. “Estudo após estudo mostrou que, quando as pessoas levam a autocompaixão a uma situação difícil, ficam mais motivadas a se exercitar, a se alimentar de forma mais saudável, a acompanhar as consultas médicas”, diz ela. Ou seja: quando nos preocupamos com nós mesmos, é mais provável que tomemos conta de nós mesmos.

Em seu trabalho estudando e ensinando auto-compaixão, grande parte do trabalho de Shapiro é simplesmente transformar as pessoas nos três componentes da auto-compaixão apresentados por seu colega

Kristin Neff. O primeiro é apenas para testemunhar: reconhecer conscientemente os momentos em que estamos assustados, sobrecarregados ou com dor. O segundo é ser gentil conosco mesmos, abordando essa dor com a intenção de acalmar e apoiar-nos ativamente, como faríamos com um amigo.

E o terceiro – o elemento que Shapiro acha que é o mais importante – é algo chamado humanidade comum. Significa reconhecer que não estamos sozinhos em nosso sofrimento. Quando reconhecemos nossa humanidade comum, diz Shapiro, sentimos um senso de conexão que nos permite praticar a bondade não apenas por nós mesmos, mas também por todas as outras pessoas que estão em situações semelhantes. “Há uma sensação de que estamos todos no mesmo time”, diz ela. E isso por si só, ela diz, é curativo.

O novo livro de Shapiro, Bom dia, eu te amo, é um guia para superar a vergonha e desenvolver uma lente de compaixão para nossas próprias vidas. Está repleto de histórias da vida e da prática de Shapiro, além de pesquisas científicas atualizadas e práticas simples e eficazes de atenção plena. Neste trecho, ela nos dá um gostinho de cada um e oferece um exercício de bondade que achamos especialmente poderoso.